Em sistemas industriais de água, pequenas alterações na composição química podem ter consequências significativas no desempenho dos equipamentos.

Corrosão, incrustações, oxidação e desequilíbrios de pH podem reduzir a eficiência térmica, aumentar a necessidade de manutenção e contribuir para a degradação prematura de componentes.

O Controlo Químico e Proteção em Sistemas de Água Industrial permite atuar sobre estes fenómenos através de uma combinação entre caracterização da água, seleção adequada da química, dosagem controlada e monitorização dos principais parâmetros de operação.

A água está em contacto permanente com tubagens, permutadores, caldeiras, depósitos e outros componentes do sistema.

Dependendo das condições de operação, podem desenvolver-se diferentes mecanismos de degradação:

  • Corrosão das superfícies metálicas;
  • Incrustações minerais;
  • Depósitos e obstruções;
  • Oxidação;
  • Perda de eficiência de transferência térmica;
  • Aumento dos custos de manutenção.

A estratégia de tratamento deve ser definida de acordo com o tipo de circuito, materiais, qualidade da água e condições reais de funcionamento.

Controlo de pH

O pH é um dos parâmetros mais importantes no controlo químico da água.

Uma alteração do pH pode modificar o equilíbrio químico do sistema e influenciar fenómenos de corrosão, precipitação e formação de depósitos, além de afetar o desempenho de determinados produtos de tratamento.

Por isso, o objetivo não é simplesmente “corrigir o pH”, mas manter o sistema dentro de uma faixa operacional adequada à instalação e ao programa de tratamento.

Em aplicações industriais, o controlo pode ser realizado através de medição contínua, dosagem automática e ajuste proporcional, permitindo uma resposta mais estável às variações do processo.

Sequestrante de oxigénio (oxygen scavenger)

O oxigénio dissolvido pode contribuir para processos de corrosão, particularmente em determinadas aplicações de geração de vapor e circuitos onde a presença de oxigénio deve ser minimizada.

Os desoxigenadores químicos podem complementar os processos físicos de remoção de gases, reduzindo o oxigénio disponível para participar nas reações de corrosão.

A seleção depende de fatores como:

Temperatura · pressão · qualidade da água · materiais · tipo de equipamento · condições de operação

Mais importante do que utilizar uma determinada química é garantir que a dosagem e o controlo são adequados às condições reais do sistema.

Anticorrosivos

A corrosão representa uma das principais ameaças à integridade dos equipamentos e circuitos industriais.

Os inibidores de corrosão podem atuar através da formação de películas protetoras (passivação) ou da alteração das condições químicas que favorecem os processos corrosivos.

A seleção deve considerar:

Tipo de metal · pH · temperatura · oxigénio dissolvido · qualidade da água · condições hidráulicas

Um programa adequado pode contribuir para reduzir a degradação das superfícies e prolongar a vida útil dos componentes.

É precisamente por isso que a seleção de um anticorrosivo deve ser feita em função do sistema e não apenas do nome ou da concentração do produto.

Anti-incrustantes

As incrustações formam-se quando determinados compostos dissolvidos atingem condições que favorecem a sua precipitação e deposição sobre as superfícies.

Dependendo da água e do processo, podem estar envolvidos compostos de cálcio, magnésio, sílica e outros sais.

Os anti-incrustantes podem atuar através de mecanismos de inibição da precipitação, controlo do crescimento cristalino e dispersão dos depósitos.

A escolha da solução depende da composição da água, temperatura, concentração dos sais e condições de operação.

Uma pequena alteração na química da água pode alterar significativamente o comportamento de um sistema.

Um dos erros mais comuns é analisar cada parâmetro de forma isolada.

Na realidade, pH, corrosão, incrustação e oxigénio dissolvido estão frequentemente relacionados.

Por exemplo, uma alteração do pH pode modificar o equilíbrio de determinados sais e simultaneamente influenciar a corrosividade da água.

Por isso, um programa eficaz deve considerar a interação entre:

Qualidade da água · materiais · temperatura · pressão · caudal · concentração de sais · pH · regime de operação

É esta visão integrada que permite passar de uma simples dosagem química para um verdadeiro programa de controlo da água.

Dosagem química e monitorização

A aplicação de produtos químicos deve ser acompanhada por parâmetros que permitam verificar o comportamento do sistema.

Dependendo da instalação, podem ser monitorizados:

pH · condutividade · dureza · alcalinidade · ferro · cobre · fosfatos · molibdato · sílica · oxigénio dissolvido

A combinação entre bombas doseadoras, sondas e controladores permite automatizar parte deste processo e reduzir variações provocadas pelas condições de operação.

Em instalações mais complexas, estes sistemas podem ainda ser integrados com PLC, supervisão SCADA e monitorização remota.

Não existe um produto universal para todos os sistemas.

A seleção deve começar pela caracterização da água e pela compreensão do processo.

Uma abordagem técnica pode considerar:

A otimização química não consiste simplesmente em reduzir o consumo de produto.

Uma dosagem demasiado baixa pode resultar em proteção insuficiente, formação de depósitos ou aumento da corrosão.

Por outro lado, uma dosagem excessiva pode aumentar os custos sem proporcionar benefícios proporcionais.

O objetivo é encontrar o ponto de equilíbrio entre proteção, estabilidade e custo operacional.

É aqui que a análise técnica e a monitorização assumem um papel fundamental.

Quando aparecem incrustações, corrosão ou variações de pH, a primeira reação é muitas vezes aumentar a dosagem.

Nem sempre é a solução.

O problema pode estar relacionado com:

  • Alteração da qualidade da água de reposição;
  • Variação do caudal;
  • Falha de dosagem;
  • Sonda descalibrada;
  • Mistura inadequada;
  • Alteração da temperatura;
  • Modificação do regime de funcionamento;
  • Acumulação de sólidos ou depósitos.

Por isso, antes de alterar significativamente a química, é importante avaliar o comportamento global do sistema.

Um programa de controlo bem estruturado pode contribuir para:

Menor corrosão · redução de incrustações · maior eficiência térmica · maior estabilidade operacional · menor necessidade de manutenção · maior vida útil dos equipamentos

O verdadeiro objetivo não é consumir produtos químicos.

É proteger o sistema utilizando a quantidade e a estratégia adequadas.

A seleção da solução adequada deve resultar da combinação entre:

Água + Equipamento + Química + Controlo + Monitorização

É esta combinação que permite transformar o tratamento químico numa ferramenta de proteção e otimização operacional.

O controlo de pH, oxigénio dissolvido, corrosão e incrustações desempenha um papel fundamental na proteção de muitos sistemas industriais de água.

A solução mais eficaz não é necessariamente o produto mais concentrado ou a maior dosagem. É aquela que responde às características da água, às condições do circuito e aos objetivos de operação.

Uma abordagem baseada em caracterização, seleção química, dosagem controlada e monitorização permite melhorar a proteção dos equipamentos e otimizar os custos associados ao tratamento.

a HigieWater, cada sistema apresenta condições próprias. A avaliação da água e do processo permite identificar as soluções químicas e de controlo mais adequadas a cada aplicação.

Podemos analisar as condições da sua instalação e ajudar a definir uma estratégia de tratamento adequada.

Tratamento de água